Da construção de uma imensa barragem de terra que domou as águas do Rio São Francisco, surgiu o Lago de Três Marias em pleno sertão dos Gerais — uma terra dominada pelo Cerrado, cuja beleza inspirou a obra-prima Grande sertão: veredas, de João Guimarães Rosa. Além de ser um dos muitos encantos da região, repleta de atrativos turísticos, o lago tornou-se um concorrido destino da pesca esportiva.

Reportagem Cacaio Six
Fotos André Sena/Cezar Felix

Cores do pôr do sol em Três Marias.

Para descrever os atrativos de um município como Três Marias, um oásis banhado pelo Rio São Francisco e pelo imenso lago de mesmo nome, antes é preciso sintetizar, na forma de “linha do tempo”, os acontecimentos que movimentaram a história do lugar, que era conhecido como Barreiro Grande.

O imenso reservatório de água surgiu para gerar energia elétrica e também para regularizar o curso das águas do São Francisco. Na construção dele, trabalharam cerca de 10 mil operários, oriundos de diferentes regiões brasileiras. Eles ergueram uma barragem de terra, então uma das maiores do mundo, no Rio São Francisco — simplesmente não há concreto na obra, uma técnica de excelência para a época —, com 2,7 quilômetros de comprimento por 75 metros de altura. Uma área de 1.050 quilômetros quadrados de superfície do sertão de Minas Gerais, na região Central do estado, dominada pelo bioma Cerrado, se transformou no imenso lago. Para efeito de comparação, a área alagada é três vezes maior do que a da Baía de Guanabara.

A barragem de terra. Foto André Sena.

Plano de Metas de JK

A grandiosa obra foi inaugurada no distante ano de 1961 no governo do presidente “bossa-nova”, Juscelino Kubitschek.  O “mar doce” do sertão dos Gerais era resultado de uma condição estratégica do governo desenvolvimentista de JK. A então recém-criada usina de Três Marias passou a integrar, com a Central Elétrica de Furnas (no Rio Grande, Sudoeste de Minas) e a usina de Paulo Afonso — também no Velho Chico, localizada na divisa de Sergipe com Alagoas —, um complexo hidrelétrico forte o suficiente para sustentar o desenvolvimento industrial e o projeto de integração regional previstos no Plano de Metas de Kubitschek.

Antes desses acontecimentos, a região — que pertencia ao município de Corinto — foi uma fronteira agrícola e pastoril, além de entreposto comercial em função do Velho Chico. A localização no centro de Minas Gerais representava um ponto crucial no processo de interiorização do Brasil, pois era passagem obrigatória para se adentrar os estados do Nordeste, como Bahia, Piauí e Maranhão, e do Centro-Oeste, como Goiás e Mato Grosso.

Obras-primas de Rosa

A região é das grandes veredas.

Não por acaso, por ali, passavam tropas levando mercadorias diversas, e vaqueiros tocando boiadas. Naquela época, o principal povoado era Andrequicé — hoje distrito de Três Marias —, lugarejo imortalizado na magistral obra-prima Grande sertão: veredas, de João Guimarães Rosa. Durante 20 anos, o lugar foi morada do célebre Manuelzão — o vaqueiro Manuel Nardi —, que inspirou Guimarães Rosa a escrever o conto “Uma estória de amor”, que está no livro Corpo de baile. Esta obra depois foi desmembrada e gerou os volumes Noites do sertão, No Urubuquaquá, no Pinhém e Manuelzão e Miguilim.

O sertão e a estrada. Foto André Sena.

O fato é que toda essa região — o sertão onde nada havia, pois em volta não tinha nenhuma viva alma ou qualquer lugar, pois só existiam os “gerais” — foi imortalizada pelas obras-primas de Rosa. Tudo começou em 1952, quando o médico, escritor e diplomata juntou-se a uma boiada com alguns vaqueiros, dentre eles, Manuelzão. A comitiva partiu de uma fazenda chamada Sirga, localizada a 60 quilômetros de Andrequicé, e viajou durante 10 dias pelos sertões dos gerais adentro, até chegar a uma fazenda do município de Araçaí, vizinho da cidade natal de Rosa, Cordisburgo.

Memórias

Hoje, existe em Andrequicé um memorial em homenagem a Manuelzão, erguido na casa onde ele morou. O acervo reúne alguns pertences e registros da rápida convivência com Guimarães Rosa. Por incrível que pareça, Manuelzão e Rosa conviveram por apenas oito dias, durante a viagem em comitiva. Porém, as descrições do escritor sobre o “personagem” fazem parecer que houve uma convivência de longos anos. Além do conto “Uma estória de amor”, alguns estudiosos da obra roseana afirmam que o fantástico personagem Riobaldo, de Grande sertão: veredas, também foi inspirado no vaqueiro Manuel Nardi.

Além do memorial, ainda existe no pequeno Andrequicé a capela que Manuelzão construiu em homenagem à mãe. O pequeno templo está nas páginas de Manuelzão e Miguilim. Na obra, Rosa conta sobre a construção da capela e faz uma descrição romanceada da grande festa de inauguração do local.

Importante atrativo turístico

Essa introdução, uma forma de contextualizar a história da região onde está Três Marias, é um capítulo importante para desvelar como um município tão jovem — foi emancipado em 1963 — angariou tantas condições de reunir tamanha potencialidade turística.

Ou seja, o lago que carrega o nome da cidade e o Velho Chico se juntam a um legado cultural imortalizado em verdadeiras obras-primas da literatura em língua portuguesa. As referências da atividade turística do lugar estão diretamente ligadas ao lago, ao rio, à cultura sertaneja e, é claro, a João Guimarães Rosa.

Nesta reportagem, porém, o objetivo é descrever algumas impressões sobre o lago, após um bom tempo navegando em suas águas. Afinal, há quase uma década o reservatório não ficava tão rico em volume d’água.

Além da extraordinária beleza da paisagem, principalmente com volume de água nas alturas — no mês de junho de 2019 chegou a 80% da capacidade do reservatório —, o Lago de Três Marias é hoje um importante atrativo turístico não só da região, como também de Minas Gerais — e a cada dia se revela como um destino de alta qualidade no cenário brasileiro.

Navegar pelo lago

O Grande Lago Hotel. Foto André Sena.

A população local usufrui da chamada Praia de Minas, que também atrai visitantes de outras cidades da região. O local oferece áreas de camping e estrutura de bares e restaurantes. Também é muito procurado nos períodos das férias escolares, nas festas de réveillon e durante o Carnaval.

Há ainda, na orla do lago, um tradicional clube, o Náutico Três Marias, fundado em 1973. Além de estrutura de hospedagem no Hotel Náutico, e de alimentação, no Restaurante Riachão, o espaço oferece áreas de camping para o uso das famílias. Conforma informa o clube, a estrutura do lugar é “estritamente voltada para áreas de acampamento”.

Para se ter a real ideia da espantosa grandiosidade do lago, a melhor opção é navegar nas suas águas. A experiência da equipe que produziu esta reportagem teve início no embarque em uma chalana na margem que fica em frente ao Grande Lago Hotel — aliás, uma opção de qualidade para hospedagem, além de ótimas ofertas gastronômicas em pratos da cozinha local.

O bonito paisagismo do Grande Lago.

 

O bar e o restaurante.

 

A área de lazer com a piscina e o bar.

Mais que gerar energia

A manhã ensolarada refletia uma linda luz, que provocava nas águas várias tonalidades de um azul profundo. Como há 10 anos o lago não registrava um nível tão alto em volume d’água, ondas se formavam e quebravam fortemente nas margens. Após zarpar, o barco passou em frente à barragem de pedra, uma obra de engenharia que definitivamente impressiona. É o mesmo caso das comportas da usina, que tem uma capacidade de potência instalada de 396 megawatts.

Todavia, a importância da hidrelétrica vai além da geração de energia, pois tal operação é essencial para regular o Rio São Francisco entre a barragem de pedra e a Usina de Sobradinho, na Bahia. O reservatório, por sua vez, é o principal responsável pelo abastecimento de água dos municípios do entorno e, sem dúvida, aquece a economia por meio da atividade turística, além de outras, como a aquicultura e a pecuária.

Destino da pesca esportiva

Se a referência é o turismo, só o fato de navegar pelo lago já é uma experiência encantadora. No nosso caso, ela foi realizada com toda a segurança, é preciso registrar: um barqueiro experiente no comando, o barco (chalana) estruturado, equipado com um motor potente, coletes salva-vidas, itens para primeiros socorros e medicamentos.

Imensidão das águas

Imenso volume d’água.

A paisagem desvela uma incrível imensidão e, nos recortes da terra em volta, o verde do Cerrado. Mais próximo do bioma, assim que o barco se aproxima da margem, surgem diferentes espécies de aves, como patos, garças e gaviões.

Outra etapa do passeio, ou aventura pelas águas do lago, começa com a chalana atracando numa propriedade chamada “Pontal do Mar Doce”. De imediato, destaca-se no local uma estação de piscicultura, especializada no cultivo da tilápia. A atividade, inclusive, ganhou muita força nas represas, e o mercado consumidor desse produto cresce a cada ano.

O vôo da garça-moura. Foto André Sena.

Originário do Rio Nilo, na África, o peixe — portanto, uma espécie exótica — pode se tornar um negócio rentável, na medida em que, se criados em um tanque, por exemplo, os espécimes alcançam produtividade de 5 toneladas por hectare ao ano, conforme esclarece um produtor com 10 anos de experiência. Ele informa, ainda, que, caso haja investimentos em tecnologia, é possível alcançar uma produtividade de 50 toneladas por hectare.

Como é um dos peixes mais consumidos no Brasil, a tilápia também se tornou um atrativo da gastronomia. Por apresentar textura firme, ter sabor suave e baixo percentual de gordura, é um ingrediente muito versátil. Ele pode ser preparado como moqueca, como petiscos diversos, e o filé da tilápia pode ser aproveitado conforme a criatividade do chef de cozinha. No Grande Lago Hotel, por exemplo, a gastronomia do restaurante oferece iscas de tilápia como petisco, tilápia ao molho de maracujá com batatas rústicas e alecrim e ainda caçarola de tilápia: filé de tilápia ao molho com tomates, cebolas, pimentões, pirão e queijos.

Como uma ilha

Paisagem que desvela as belezas.

O Pontal do Mar Doce, também conhecido como ilha, encanta pela impressionante luz que espraia, pois reluz o verde das muitas árvores e das gramíneas banhadas pelas águas azuis. Tem ainda aquela beleza típica de propriedade rural, uma fazenda característica do Cerrado, com cavalos no pasto e os cães “boiadeiros” correndo livres. Diferentes árvores, como imensas jaqueiras (carregadas dos frutos), mangueiras, cajueiros, coqueiros, misturam-se com as árvores retorcidas e as plantas típicas do bioma — inclusive as frutíferas, como a cagaita e o araticum —, repletas de flores. O cenário, cheio de fartura em razão das frutas e das sementes, atrai várias espécies de pássaros. Há ainda uma pequena “armadilha” pendurada no galho de uma árvore, permanentemente abastecida com milho. O banquete para a passarada, então, é garantido. Pássaros-pretos, cardeais, canários-da-terra, sabiás, uma infinidade de periquitos, maritacas e papagaios e até um lindo casal de araras-canindé voam livres por lá.

Uma atrativo no meio do lago.

A fazenda também possui um viveiro para o tratamento de aves que serão reintroduzidas na natureza, um projeto realizado em parceria com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama).

Há ainda no local uma ótima estrutura para receber visitantes: uma casa com amplas sala e cozinha, banheiros e três quartos com suítes. Existe também uma área de lazer com quiosque equipado com churrasqueira mais ducha e piscina. O visitante pode pescar nos chamados “pesqueiros” instalados nas proximidades.

Destino da pesca esportiva

Pescadores partindo de lancha.

E por falar em pescaria, o Lago de Três Marias tornou-se um concorrido destino da pesca esportiva. Durante a navegação, a chalana cruzou, em vários momentos, com barcos e lanchas que transportavam pescadores. Havia também muitos barcos ancorados, e outros, isolados em pontos no meio do imenso reservatório.

O maior atrativo é a captura do tucunaré, um peixe originário da Bacia Amazônica, portanto, exótico na Bacia do São Francisco. Na linguagem dos tupis, ‘tucun’ é árvore e ‘are’, amigo — “amigo da árvore”. Os pescadores amadores são atraídos pela captura dos grandes “azulões” de Três Marias, o tucunaré-azul, o de maior tamanho da espécie. Há também muitos exemplares do tucunaré-amarelo. Ambos garantem muita emoção durante a pesca, pois são extremamente lutadores e não se rendem facilmente à captura. É bom lembrar que, na pesca esportiva, é prevista a soltura do peixe logo após ele ser fisgado. Os tucunarés são peixes de médio porte e medem entre 30 e 60 cm com um peso que varia entre 3 e 10 quilos.

 

Pescaria de alta qualidade

Grande Lago Hotel. Foto André Sena.

Os guias especializados da região garantem todo o know how relacionado à pesca esportiva, como o fornecimento dos melhores equipamentos e os locais mais adequados para uma pescaria que garanta o máximo em “adrenalina”.

Em conversa com quatro pescadores que partiam rumo a um pesqueiro, eles contaram à reportagem que o lago é muito rico em grotas onde os grandes tucunarés criaram habitat. As grotas são encontradas junto aos espraiados e pedrais e nos babaçus e galhadas.

Os apartamentos: garantia de conforto.

 

Bar, restaurante e eventos.

Os quatro amigos vieram de São Paulo, capital, após receberem informações sobre a qualidade da pescaria. Conforme apuramos, além de um grande número de turistas de Belo Horizonte, o lago registra notável crescimento da vinda de turistas-pescadores de vários pontos do país, principalmente dos estados do Sul, do Sudeste e do Centro-oeste. Também há registros da presença de estrangeiros, como alemães e ingleses.

Segundo a administração do Grande Lago Hotel, cerca de 30% da ocupação é diretamente relacionada à pesca esportiva.

Espécie exótica e torneios de pesca

A atividade registra tanto crescimento que existe um campeonato de pesca esportiva no lago. O 10º Torneio Nacional de Pesca Esportiva 2019 será realizado no dia 7 de setembro. A página oficial do evento informa que, na edição anterior, participaram mais de 350 pescadores e 122 equipes. Os apaixonados pela pesca vieram de 45 cidades mineiras e de 26 municípios brasileiros. O torneio distribui premiações valiosas, como barcos, motores, carretas e outros equipamentos.

Na condição de espécie exótica, o tucunaré não é protegido pelo defeso — período em que a pesca é controlada ou proibida em razão da piracema, época da reprodução. Segundo uma fonte local, essa situação cria problemas ambientais, na medida em que existem ocorrências de captura discriminada, principalmente do tucunaré-azul. Ele cita o caso de uma pousada local que foi flagrada recentemente com um grande estoque de pequenos exemplares em fase de crescimento, além de matrizes. Ainda segundo a fonte, as imagens foram compartilhadas nas redes sociais e se espalharam rapidamente.

É importante registrar que a lei estadual de Minas Gerais permite ao pescador amador 10 quilos de pescado e mais um exemplar de qualquer tamanho.

Apesar desse registro, é um fato inquestionável, algo de impressionar, o crescimento do turismo de pesca no Lago de Três Marias.

Durante o café da manhã no Grande Lago Hotel — onde a equipe desta reportagem ficou hospedada —, notavam-se, nas primeiras horas do dia, três diferentes grupos de pescadores realizando os preparativos necessários à pesca, com a checagem de varas, anzóis e outros pertences, incluindo também as indispensáveis câmeras para filmar e fotografar. Veículos que puxavam barcos já circulavam, e, nas margens do lago, havia um considerável movimento. Isso tudo, vale dizer, em um dia “normal” de semana.

Mais e além da hospedagem
de qualidade

Conforto e estrutura para hóspedes.

A produção desta reportagem levou a equipe desta Sagarana a se hospedar no Grande Lago Hotel. Dono de uma localização estratégica e com uma linda vista para o Lago de Três Marias, o hotel surpreende pela qualidade tanto da hospedagem quanto da gastronomia e também pelo bom atendimento. Neste último quesito, nota-se que os funcionários, atenciosos e prestativos, são quase todos naturais da cidade.

Com belo conjunto paisagístico, interessante arquitetura — cujo projeto reaproveitou as linhas de uma construção anterior, de linhas modernistas, já que o edifício foi erguido no início da operação da usina, na década de 1960 —, o estabelecimento de hospedagem conta com 20 unidades. Cada apartamento é dividido em quarto, banheiro e uma sala da entrada. São equipados com TV, frigobar, ar-condicionado, telefone e rede wireless. As categorias das suítes são separadas em Superluxo — mais ampla e equipada com cama queen size, banheiro privativo e aquecimento com energia solar central; Luxo, que se diferencia pela cama box; Family, com os mesmos itens de conforto da primeira, mas preparada para receber famílias, pois tem uma cama de casal e duas de solteiro. Tem ainda a suíte adaptada a portadores de necessidades especiais, que inclui os mesmos equipamentos da Luxo.

Conforto, paz e descanso.

A ótima área de lazer fica no segundo andar do complexo. É formada por duas piscinas, o bar, com mesas e cadeiras, e um espaço com equipamentos para ginástica. Na parte logo abaixo, está o amplo restaurante, que oferece variado cardápio, cujo destaque fica para os pratos preparados com os peixes do lago e do Rio São Francisco, como tilápia, tucunaré e surubim. Há no cardápio pratos da tradicional cozinha mineira e da cozinha internacional. O restaurante e bar do Grande Lago Hotel é um lugar de muito movimento, frequentado pelos moradores da cidade, dos municípios vizinhos, e muito procurado pelos turistas. Sempre acontecem shows com artistas locais, além de eventos durante a alta temporada e nos feriados prolongados.

Mar Doce Boutique Hotel

Refúgio para vários pássaros.

O hóspede ainda pode usufruir das instalações do Mar Doce Boutique Hotel — pertencente ao mesmo grupo que administra o Grande Lago — que é, definitivamente, um extraordinário complexo turístico. O meio de hospedagem combina os conceitos de hotel-fazenda com turismo de negócios, pois é estruturado para festas, eventos e convenções. Ainda oferece terapias alternativas e oficinas de arte em um contato muito próximo com a natureza.

Isso porque o complexo ocupa uma área de 360.000 metros quadrados ao longo de veredas e dos campos de cerrado preservados entre o Rio São Francisco e o Lago de Três Marias. A área de lazer conta com uma grande e bonita piscina em formato de peixe e piscinas para crianças. Também fornece passeios a cavalo e de charrete, trilha com sinalização para exercícios, corrida e caminhada e sauna a vapor.

Vista do Mar Doce Boutique Hotel.

O amplo restaurante, com decoração de muito bom gosto, oferece opções da gastronomia mineira e peixes como tilápia e tucunaré, além de pratos tradicionais da região, como o pintado (ou surubim) na brasa.
Os apartamentos estão instalados em charmosos chalés e são divididos em sala, quarto, banheiro e varanda. São equipados com TV, frigobar, ar-condicionado e cofre de segurança. Um apartamento adaptado para portadores de necessidades especiais e uma casa preparada para receber famílias, equipada com os mesmos itens dos chalés, e mais uma churrasqueira completam o conjunto.

Mar Doce Boutique Hotel. Foto André Sena

Horta com cultivo de verduras e legumes, criação de gado leiteiro da raça jersey, aves como patos, galinhas comuns e d’angola e árvores frutíferas garantem uma relaxante interação com o ambiente rural. Porém, uma cultura de sorgo provoca atrativo todo especial: eletrizantes revoadas de diferentes espécies de pássaros surgem ininterruptamente, todos em busca do farto alimento que está ao dispor.

Não passam despercebidas as belas esculturas e obras de arte, incluindo um Fusca, instaladas nos jardins do Boutique Hotel Mar Doce. Tudo pode ser observado de um mirante instalado estrategicamente no centro do complexo hoteleiro. Dali, espetáculos garantidos: alvorada e crepúsculo no sertão dos tantos gerais.

A ensolarada piscina do Mar Doce.

 

Crepúsculo no lago.