
As imponentes escadarias do Palácio da Liberdade.
Ao completar 50 anos de seu tombamento em 2024, o Palácio da Liberdade ganhou a maior restauração — foram investidos mais de R$ 10 milhões em obras — e recebeu o maior público de sua história: quase 400 mil visitantes estiveram em suas dependências.
Fotos Cezar Félix
O Palácio da Liberdade surgiu juntamente com Belo Horizonte — a capital que completou 127 anos — e, em 2019, abriu as portas para receber os turistas e os belo-horizontinos. Em 2024, o palácio recebeu cerca de 400 mil visitantes. Esse expressivo número foi alcançado graças também aos projetos estruturados pela Secretaria Estadual de Cultura e Turismo de Minas Gerais.A Secult-MG desenvolveu uma programação cultural diversa, gerida pela Fundação Clóvis Salgado, e o Palácio da Liberdade passou a receber exposições e eventos que integram projetos como o Natal da Mineiridade, a Virada da Liberdade, a Minas Santa e a Minas Junina.

Turista fotografa a fachada do Palácio da Liberdade.
Centro da cultura mineira
Em janeiro de 2024, a ex-sede do governo mineiro completou 50 anos de seu tombamento e passou pela maior restauração de sua história, com um investimento de R$ 10 milhões. Em situação crítica desde 2023 e com patrocínio do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o Palácio da Liberdade passou por importantes obras visando sua recuperação. Aconteceram a troca do telhado, recuperação de pinturas parietais e da iluminação, além da reestruturação dos jardins.

Turistas em uma das salas do Palácio.

Sala de Banquetes.

Um outro ângulo da bela Sala de Banquetes.
Memória viva

O Quarto da Princesa.

O belo afresco restaurado.

Detalhe de um dos afrescos.
Símbolo da identidade mineira
O tombamento do Palácio da Liberdade foi oficializado pelo Decreto Estadual nº. 16.956, de 27 de janeiro de 1975, que reconheceu o valor artístico, histórico e paisagístico desse imponente edifício e de seus jardins. O registro incluiu as fachadas, áreas internas, elementos decorativos, a fonte, esculturas, o orquidário, o quiosque e demais bens que compõem o conjunto arquitetônico e cultural.

R$ 10 milhões imnvestidos na restauração, um patrocínio do Ministério Público de Minas Gerais.
Desenhado pelo arquiteto José de Magalhães, no projeto da nova capital de Minas Gerais, o Palácio possui um estilo arquitetônico eclético, que combina o classicismo romântico francês com influências do neobarroco e do renascentismo italianos. A pedra fundamental foi lançada em 7 de setembro de 1895, e as obras tiveram início em 25 de novembro do mesmo ano. Desde então, o edifício, localizado na Praça da Liberdade, se consolidou como um símbolo da identidade mineira e e sendo palco de momentos históricos marcantes.

Turistas visitam o Palácio no Natal da Mineiridade. Destaque para a lindo presépio, autoria da artista Anísia Lima, de Turmalina, Vale do Jequitinhonha.



