Uma benção à Serra da Canastra

O Parque Nacional da Serra da Canastra, criado em 1972, é responsável pela manutenção de uma das áreas de Cerrado mais bem conservadas do Brasil. Nascentes de rios (como a do São Francisco), cachoeiras em abundância — como a antológica Casca d’Anta — e espécies da fauna e da flora seriamente ameaçadas de extinção são alguns dos tesouros da paradisíaca Canastra que, pouco a pouco, encontra no turismo uma forma de proteger suas riquezas, além de gerar renda.

Reportagem Juliana Afonso
Fotos Marcos Amend

No alto dos cumes da Serra da Canastra, no sudoeste de Minas Gerais, todas as preocupações parecem desaparecer. Impossível ter olhos para outra coisa que não as diversas tonalidades de verde que estampam os montes que se avistam ao longe. Ali, nenhum incômodo, nenhum ruído, apenas o barulho bom de pequenas cascatas que levam as águas para algum lugar. A curiosidade é atraída pela força do pensamento e, como uma criança travessa, ela o faz seguir o envolvente fluxo das corredeiras de águas límpidas. Surge então um precipício de 186 metros de altura — tão assustador quanto fascinante. Dele despencam as águas que antes corriam calmas pelas cascatinhas e formam a Casca d’Anta, uma das cachoeiras mais altas e mais bonitas de todas as Minas Gerais.

Campos rupestres em altitudes elevadas.

A cachoeira é importante não só pela sua beleza como também pela sua relevância ambiental: por ela começa a longa jornadado rio São Francisco, o “Velho Chico” —uma viagem de 2.814,12 km até desaguar no oceano Atlântico, fazendo a divisa dos estados de Sergipe e Alagoas —, simplesmente um dos mais importantes rios do Brasil, o “rio da integração nacional”, pois o seu curso corta somente o território brasileiro. Foi para proteger a nascente ‘histórica’ (confira no quadro na sequência desta matéria) do “Velho Chico” — que fica a poucos metros da Casca d’Anta — e conservar parte do Cerrado de Minas Gerais que o Parque Nacional da Serra da Canastra foi criado em 1972. O parque abrange uma área de 200 mil hectares, o equivalente a 280 mil campos de futebol. Além da Casca d’Anta, o ponto mais visitado do local, a enorme área de preservação do Parque guarda também outros tesouros.

Cachoeira Casca d’Anta, símbolo maior da nascente do rio São Francisco.

Diversidade conservada

Em poucos locais é possível encontrar um Cerrado tão conservado quanto na Serra da Canastra. Só por isso a área já merece destaque, pois o bioma, que ocupa 22% do território nacional, sofre diariamente com as atividades provocadas pelo homem. Segundo dados da World Wide Foundation (WWF Brasil), cerca de 80% do Cerrado já foi modificado total ou parcialmente pela expansão das atividades de agropecuária e também, é claro, das áreas urbanas e ainda pela construção de estradas.

Nos locais em que o bioma original está em bom estado, nascem árvores frondosas, brotam cursos d’água e habitam centenas de espécies animais. É o caso da Serra da Canastra, onde é possível encontrar diversos tipos da vegetação típica do Cerrado. “Aqui temos campo limpo, caracterizado pela predominância de capim; campo sujo, que são extensões com capim e árvores esparsas; cerradinho, um campo sujo com mais árvores; e cerrado stricto sensu, caracterizado pela existência deárvores de médio porte, com troncos e galhos retorcidos”, explica Vicente Faria, analista ambiental e então chefe interino do Parque Nacional da Serra da Canastra. Ele enumera ainda a existência de matas de galeria e matas ciliares — as importantíssimas vegetações que acompanham cursos d’água e ambientes de drenagem.

O magnífico lobo-guará.

Campos rupestres

Uma característica que torna o espaço ainda mais singular é a existência de campos rupestres. Esse ecossistema, típico da Mata Atlântica, ocorre na Serra da Canastra devido a locais com altitudes elevadas, já que existem pontos que chegam a quase 1.500 metros de altura. Ali, é comum encontrar gramíneas, arbustos e espécies endêmicas, como a canela-de-ema, que se destaca entre as pedras por causa de suas flores — de cores brancas, roxas, rosas e vermelhas.Dentre as 20 espécies de canelas-de-ema, a de nome Barbacena só se encontra ali.

Aliás, estima-se que existam mais de 10 mil espécies de plantas na Serra da Canastra como, por exemplo, a margarida: são cerca de 220 espécies dessa simpática flor, algumas endêmicas. As sempre-vivas também são bem conhecidas na região. Existem 15 espécies dessa planta, dona de flores que parecem mesmo representar a força da vida. Destacam-se dentre as suas principais características o aspecto seco e a capacidade de resistir a altas temperaturas.

Veado-campeiro, um macho adulto com chifres.

As vidas da Canastra

Proteger a vegetação da Serra da Canastra também é lutar pela conservação das mais de 1.500 espécies animais que tem a deslumbrante região como o seu habitat natural. Uma delas é o raríssimo e ameaçado pato-mergulhão. “Essa ave só vive em ambientes com mata ciliar farta (onde ela possa se esconder), água limpa e transparente, onde ela possa se alimentar, eabundância de peixes. É uma espécie que tem uma série de exigências em termos de qualidade ambiental e, por isso, está cada vez mais acuada”, explica Sônia Rigueira, bióloga e presidente do Instituto Terra Brasilis. “Portanto, evidentemente, a maior ameaça ao pato-mergulhão é a perda de seu habitat natural”.

O pato-mergulhão figura entre as 10 aves aquáticas mais ameaçadas do planeta. Antes, era possível encontrar a espécie na Argentina, no Paraguai e em diversos estados do Brasil. Hoje, os cerca de 250 exemplares restantes podem ser encontrados no Parque Estadual do Jalapão, no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros e no Parque Nacional da Serra da Canastra — que abriga quase a metade deles.

O Instituto Terra Brasilis é uma das organizações que trabalha em favor da manutenção da espécie na Serra da Canastra. “Temos três eixos de atuação, todos igualmente importantes. O primeiro é o trabalho de pesquisa e monitoramento; o segundo é o trabalho voltado para comunidade em torno da  educação ambiental; o último é o trabalho realizado junto aos produtores rurais e voltado à melhoria do uso da terra”, explica Sônia.

Instantes de contemplação.

Lobo-guará

Diversas espécies, porém, precisam enfrentar não só a degradação ambiental, mas também a caça predatória, como é o caso do lobo-guará. “O desmatamento e as queimadas fazem com que esse animal busque novas áreas para viver. Mas a sua maior ameaça ainda é a caça. Existe a crença de que o lobo é mau, que come galinhas e que pode gerar muitos problemas para os homens”, explica Rogério Cunha, analista ambiental do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros.

Há quase duas décadas, o projeto Lobos da Canastra, do qual Rogério é coordenador, desenvolve ações de pesquisa e de conservação ambiental com o objetivo de preservar o habitat desses animais e, consequentemente, promover a manutenção da espécie. Atividades junto à sociedade civil também foram decisivas para melhorar o quadro. “Temos revertido a caça à espécie com ações de educação ambiental e com a construção de galinheiros”, esclarece Rogério. Hoje, a Serra da Canastra é reconhecida como o espaço com o maior número de lobos-guarás em todo o Brasil, uma média de 150 espécimes.

Ameaças ao Cerrado

Como as unidades de conservação são de extrema importância para garantir a sobrevivência da biodiversidade, ter clareza sobre as ameaças ao Cerrado é o primeiro passo para promover ações efetivas de proteção. Hoje, as instituições responsáveis pelo Parque Nacional da Serra da Canastra enfrentam três problemas principais: queimadas recorrentes, regularização fundiária incompleta e a ausência de conscientização ambiental.

Bela vista do Vale da Babilônia.

Em julho do ano de 2014, um grande incêndio assolou o Parque Nacional da Serra da Canastra. Uma equipe de 70 pessoas, entre brigadistas e bombeiros, tentou conter as chamas que queimaram cerca de 7 mil hectares. “Acontecem queimadas todos os anos, principalmente nos meses de julho, agosto e setembro. Alguns desses incêndios são provocados por pessoas que querem fazer queimadas no próprio pasto e perdem o controle da situação; mas a maior parte são incêndios criminosos”, conta Vicente Faria. Naquele ano de 2014, mais uma vez, o fogo foi criminoso.

Vicente explica que em 1972, após delimitar o contorno da área do Parque, as instituições responsáveis anunciaram a retirada contínua dos indivíduos e das comunidades que ali viviam mediante indenização. Uma das consequências desse processo foi a revolta das pessoas — que não concordavam em sair do local e nem com o valor da indenização a ser recebida. Este sentimento de revolta é até hoje o causador de ações criminosas como as queimadas ilegais.

O céu estrelado em noite de lua nova.

A situação é ainda mais grave: dos 200 mil hectares ocupados pelo Parque Nacional da Serra da Canastra, somente 71 mil foram regularizados. A responsabilidade de dar seguimento à regularização fundiária é do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), responsável pela administração do Parque, órgão vinculado ao Ministério do Meio Ambiente.

A demora é criticada. “Quando decretam um parque, espera-se que haja uma política de regularização das terras em um determinado espaço de tempo. Essa pausa gera insegurança na população, que fica sem saber o que pode e o que não pode fazer. A regularização das terras deveria ser prioridade número um”, argumenta a bióloga Sônia Rigueira. Ela defende que essa é, de fato, a grande ameaça à conservação da biodiversidade local, antes mesmo das queimadas.

Mas nem os incêndios, nem as ações de retaliação à morosidade da regularização fundiária aconteceriam se houvesse uma maior conscientização por parte da população. Essa é a opinião de Rogério Cunha. Por acreditar que a maior ameaça ao Parque é a falta de consciência ambiental, o analista ambiental defende a ampliação de ações educacionais. “Se as pessoas não entendem o valor desse espaço para as suas próprias vidas nem adianta fazer uma unidade de conservação”, argumenta. Para ele, a regularização fundiária vai gerar ainda mais conflitos — e esses conflitos podem gerar ainda mais queimadas. “O importante é entender a importância da preservação para que eles mesmos tenham mais recursos, solo mais saudável e água o ano todo. É preciso reconhecer esse espaço, inclusive como fonte de renda, tanto para a agricultura quando para a agropecuária. É a chave para a proteção do Cerrado”, defende.

A espetacular Cachoeira do Funil.

Aliado ambiental

Os conflitos internos não escondem o enorme potencial turístico do Parque Nacional da Serra da Canastra. Os 200 mil hectares acolhem milhares de espécies da flora e fauna, além de cursos d’água, cachoeiras, cavernas e serras. É um espaço rico para a prática de esportes de aventura, observação da fauna e da flora, estudo científico, ócio e lazer. Um prato cheio para os viajantes.

A discussão sobre como o turismo pode ser um aliado na conservação da Serra da Canastra passa por um processo de amadurecimento. A atividade não era considerada viável até o ano de 2.000. Dentre as razões estão o não entendimento do turismo como atividade rentável, aausência de de infraestrutura adequada e o número reduzido de visitantes. No ano seguinte, porém, o fluxo de turistas aumentou consideravelmente devido à comemoração dos 500 anos de descobrimento do rio São Francisco, evento que ganhou visibilidade em todo o país. A partir de então, a visita de brasileiros e de estrangeiros não parou de crescer. Segundo dados do ICMBio, o Parque recebeu em torno de 40 mil visitantes em 2013 — pouco mais do que o dobro de visitantes que recebia no ano 2.000.

Parques do Brasil e dos EUA

O número é pequeno se comparado aos parques mais visitados do país. Segundo a última lista elaborada pelo Ministério do Meio Ambiente, os 10 parques mais visitados do Brasil são o Parque Nacional da Tijuca (Rio de Janeiro, RJ) com 2 milhões de visitantes ao ano; na sequência vem o Parque Nacional do Iguaçu (Foz do Iguaçu, PR), com pouco mais de 1 milhão. O ranking termina com o Parque Nacional Marinho (Fernando de Noronha, PE), com seus 42 mil visitantes anuais.

Uma comparação rápida com o fluxo de visitação nos parques dos Estados Unidos, mostra números muito superiores. O primeiro da lista, o Great Smoky Mountains National Park (na Carolina do Norte), contou com 9,3 milhões de visitantes; o segundo, Grand Canyon National Park (no Arizona), com 4,6 milhões. O último do ranking, Cuyahoga Valley National Park (em Ohio) teve 2,1 milhões de visitantes.

Em uma conta simples: os 10 parques mais visitados nos Estados Unidos receberam 39 milhões de turistas, contra 3,9 milhões no Brasil. É de se imaginar que esses milhões de visitantes busquem espaços bem cuidados e com suas características naturais preservadas. Funciona como uma via de mão-dupla: quanto maior o número de turistas, maior será o cuidado em conservar o patrimônio natural; e quanto mais conservado estiver o patrimônio natural das unidades de conservação, maiores as chances de atrair turistas. “O turismo é uma das peças fundamentais para a proteção dos ecossistemas”, acredita o analista ambiental Rogério Cunha.

Águas limpas e cheias de vida.

Benefícios e contrapartidas

“Atualmente, dos quase 70 parques nacionais existentes no país, apenas 26 estão abertos à visitação e só 18 possuem infraestrutura satisfatória. O fato é que as Unidades de Conservação brasileiras carecem de ser valorizadas. Isso significa, dentre outras coisas, que se criem estratégias para que esses espaços sejam cada vez mais visitados e que essa visitação seja capaz de gerar Emprego na área Turismo e renda.

No Parque Nacional da Serra da Canastra cada visitante paga um valor praticamente simbólico pela entrada. O montante é depositado no Caixa Único do Governo Federal. “Recebemos do governo uma quantia anual que serve para a contratação de funcionários, compra de materiais, realização de projetos e outras necessidades previstas pelo plano de manejo [documento técnico que estabelece o zoneamento da unidade de conservação e as normas que presidem o uso da área]”, explica Vicente Faria. Ele afirma que faltam recursos: “com um maior aporte financeiro seria possível contratar mais funcionários, viabilizar projetos e trabalhar para diminuir os prejuízos causados pelas queimadas”.

A nobreza do gavião-carcará.

Manejo e conservação

É importante lembrar que o crescimento da atividade turística não pode estar desvinculado da reflexão sobre o contexto local. “A unidade de conservação não tem que disponibilizar um espaço para as pessoas passarem a noite — e sim estimular a comunidade que vive na região a oferecer esses serviços”, argumenta a bióloga Sônia Rigueira. Essa é uma ótima oportunidade para que o entorno se desenvolva. Sônia acredita que o Parque deva ser um norteador do desenvolvimento regional e não nega a necessidade de recursos até para ações mais simples que poderiam ajudar o turista a se orientar, como treinamento para os guias e a criação de mídias com informações básicas.

Já Rogério Cunha acredita que o ICMBio podia ser mais tolerante com relação aos turistas. “Os horários podiam ser mais flexíveis. Muitas pessoas chegam ao Parque para atividades específicas, como a observação de aves, mas não pode entrar mais cedo”, exemplifica. Ele também defende a melhoria da sinalização e a capacitação dos monitores.

O que não se pode perder de foco é a conservação ambiental. Uma história recente exemplifica bem essa questão: perto da nascente do rio São Francisco existe uma espécie endêmica de margarida. Essa planta foi pisoteada durante muito tempo pelas pessoas que se deslocavam por ali a ponto de quase ser extinta. Ao observar essa situação, biólogos que trabalhavam no local mudaram a estátua de São Francisco de lugar para conter o massacre da flor. Os donos de pousadas e outros empreendimentos reclamaram, mas logo todos se acostumaram ao novo local e margarida voltou a florir. “Esse é um caso típico de onde o turismo podia ter acabado com uma espécie”, afirma Rogério Cunha,que completa: “O turismo é uma ferramenta importantíssima, mas deve ser bem manejado”.

Casal de pato-mergulhão, espécie considerada criticamente ameaçada de extinção.

Velho Chico, nova nascente

Descoberto no dia 4 de outubro de 1501 pelo português Américo Vespúcio, o rio São Francisco foi batizado com o nome do santo do dia. Tempos depois ganhou também o carinhoso apelido de “Velho Chico”. Esse rio da “integração nacional” que corta cinco estados brasileiros (Minas Gerais, Bahia, Sergipe, Alagoas e Pernambuco) é, sem dúvida, um dos mais importantes de todo o território nacional justamente por ser uma via de ligação entre as regiões Sudeste, Centro-Oeste (sua bacia hidrográfica, de incríveis 634 mil quilômetros quadrados, envolve Goiás e o Distrito Federal) e Nordeste do Brasil. Aliás, ao longo dos quase três mil quilômetros de percurso, o “Velho Chico” se divide em quatro diferentes trechos: da nascente até Pirapora (MG) é o Alto São Francisco; da cidade mineira até Remanso, na Bahia, é o Médio São Francisco — trecho que ainda pode ser considerado navegável. De Remanso até Paulo Afonso, também na Bahia, é o Submédio São Francisco; desta cidade até a foz é o Baixo São Francisco.

Por muito tempo pensou-se que a sua nascente estava no município de São Roque de Minas, mas em abril de 2004 estudos aprofundados — realizados por técnicos da empresa estatal Codevasf (Cia. de Desenvolvimento do Vale do São Francisco) — mostraram que a sua nascente estava um pouco mais longe, lá no rio Samburá, município de Medeiros, localizado no planalto do Araxá.

A nascente geográfica do São Francisco. Foto Fernando Piancastelli.

No século 17, os bandeirantes deliberaram e batizaram o curso principal do São Francisco e consequentemente a sua nascente — fascinados que ficaram pela beleza da Casca d’Anta do alto dos seus 162,828 metros, chamada por eles de Cachoeira Catedral. Segundo os estudos atuais da estatal, e conforme confirma o fotógrafo e ambientalista Fernando Piancastelli, a nascente geográfica do São Francisco está a 98,12 km acima do encontro com o rio Samburá. Enquanto o São Francisco nasce a 1.469 metros de altitude, o Samburá nasce no planalto de Araxá a 1.254,66 metros. O Samburá tem precisamente 147,30 km de extensão até encontrar o São Francisco e o São Francisco exatos 98,12 km da nascente histórica até encontrar o Samburá. Desta confluência até a foz são 2.716 km.

Assim, segundo os estudos da Codevasf, desta óbvia constatação surgiram os novos dados do maior rio totalmente brasileiro: 2.814,12 km para o trecho tradicional ou histórico — com as nascentes na serra da Canastra —, e 2.863,30 km para o trecho dito geográfico do Samburá, que tem as nascentes na Serra d’Água, no pequeno município de Medeiros. “Trecho este desconhecido para a grande maioria da população”, explica Fernando.

Nascentes que formam o rio Samburá. Foto Fernando Piancastelli

O mapa plano-altimétrico produzido em computador pela equipe de pesquisadores da Codevasf mostra que a vazão, a calha e a profundidade do rio Samburá são maiores do que o braço do São Francisco. “Então, a verdade geográfica é clara: o Samburá é o rio principal.  Estive no local e realmente é muito diferente! Até os peixes sabem disso, pois na Piracema existem relatos de pescadores que pescam grandes peixes como Dourados de até 30 kg.” Isso explica a existência de vários ranchos de pesca ao longo do rio.

Para o próximo ano, esta Sagarana vai publicar uma grande reportagem sobre a nascente geográfica do “Velho Chico” —  com informações detalhadas sobre os estudos dos técnicos da Cia. de Desenvolvimento do Vale do São Francisco— e da vasta, e bela, região no seu entorno— em uma expedição liderada por Fernando Piancastelli, um grande colaborador deste portal.

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